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30 ERROS QUE UM MINISTÉRIO DE LOUVOR NÃO DEVE COMETER (PARTES 4 E 5)

Desculpe pela demora pessoal, tivemos alguns probleminhas…

Mas estamos de volta com a série “30 ERROS QUE UM MINISTÉRIO DE LOUVOR NÃO PODE COMETER”. E em vez de 5 tópicos, hoje publicaremos 10 e na semana que vem, se Deus quiser, publicaremos os 5 últimos tópicos.

Vamos lá!!!

16-VESTIMENTA INADEQUADA

-Sua vestimenta deve ser coerente ao tipo de ambiente e reunião que você está ministrando.

-Cuidado com vestimenta inadequada, tipo roupa justa, cores chamativas etc.

-Esteja atento a sua aparência – cabelos penteados, dentes escovados, maquiagem leve, usar desodorante etc. Quem está ministrando passa a ser alvo de observações em todos os sentidos.

17-CANTAR CÂNTICOS COM OS QUAIS NÃO ESTÁ FAMILIARIZADO

-Não conhece o cântico, não cante! Não sabe tocar o cântico, não toque!

-Para ganhar confiança do auditório, é preciso demonstrar convicção e certeza sobre o que está ministrando.

-Conhecer bem e ter domínio do cântico ministrado, é imprescindível para que o ministro atinja seu objetivo.

18-CANTAR FORA DA TESSITURA VOCAL

-A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.

-Muitas músicas que ministramos na igreja não fluem como poderiam, por causa da escolha errada da tonalidade. Por vezes, o tom é muito alto e as pessoas não conseguem cantar.

-O tom pode influenciar na sonoridade da música vocal com acompanhamento, bem como causar danos nas cordas vocais.

19-ELABORAR UM REPERTÓRIO INAPROPRIADO AO TIPO DE REUNIÃO

-Elabore um repertório adequado ao tipo de reunião. Por exemplo: reunião de jovens, evangelismo, santa ceia etc.; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um CD, por exemplo.

-Elabore uma sequência lógica no repertório, ou seja, músicas de celebração, músicas de adoração, músicas de comunhão etc. A ministração é como um “vôo de avião”, tem um destino.

20-CANTAR MUITAS MÚSICAS NUM PERÍODO CURTO DE MINISTRAÇÃO

-Elabore um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor).

-Dependendo do tempo dado a ministração, não será necessário uma lista extensa de músicas. Esteja atento a maneira como o louvor está transcorrendo e explore um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente.

-Muitos exageram no tempo da ministração dos cânticos e passam do horário estipulado, atrapalhando assim, o andamento da reunião. Quando excedemos os limites, podemos cansar o auditório, não atingir os objetivos definidos e forçar a reunião a terminar fora do horário.

21-ENSINAR MUITAS CANÇÕES NUM PERÍODO DE MINISTRAÇÃO

-Para que haja participação do público, procure ensinar durante a ministração, um ou dois cânticos. Procure repeti-los para que todos guardem bem a letra e melodia.

-Quando se ensina muitas músicas num período de louvor, o público não consegue assimilar as canções, causando uma dispersão.

22-CANTAR SEMPRE AS MESMAS MÚSICAS NAS MINISTRAÇÕES

-A Bíblia nos estimula a cantar novos cânticos (Sl 96:1). Porque cantar um cântico novo? Para cantar com o coração e não apenas com a mente.

-Cometemos um grande erro quando nunca reciclamos o nosso repertório. Reciclar, significa, “atualizar-se para obter melhores rendimentos”. Os ministros devem sempre estar atualizados, escutando boas músicas, consultando a internet etc.

23-CANTAR CANÇÕES SEM A DIREÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

-É o Senhor que sabe qual é o cântico certo para a hora certa.

-Devemos tomar cuidado para não cantarmos cânticos que nos identificamos sem ouvirmos o Espírito Santo (ICo 14:8). Muitos só querem cantar cânticos que se identificam apenas atrapalhando assim, o fluir da reunião. Estejamos atentos e sensíveis a voz do Espírito Santo.

24-NÃO AVALIAR O CONTEÚDO DOS CANTICOS MINISTRADOS

-Muitos estão ensinando canções para a igreja que estão na “moda”, mas que não possuem um conteúdo bíblico correto. Devemos avaliar biblicamente o que estamos ensinando e cantando dentro de nossas igrejas.

-Cantemos cânticos teologicamente corretos.

-Cantemos a palavra de Deus! A bíblia é o “hinário” de Deus. Quem canta a palavra de Deus, amanhã não vai precisar pedir desculpas pelo que ensinou.

25-IMITAR OUTROS MINISTÉRIOS

-Cada um de nós tem características diferentes. Deus nos fez assim! Deus nos quer do jeito que somos, com os dons  talentos e as características que Ele nos deu.

-Muitos caem no ridículo quando imitam trejeitos, frases, modo de cantar de outros ministros etc.

-Cuidado com palavras da “moda”, como: “shekiná”, “nuvem de glória”, “trazer a arca”, “chuva”, “noiva”, “abraça-me”, ou então, expressões com duplo sentido, “quero deitar no seu colo”, “quero te beijar”, “quero ter um romance contigo”, “quando Deus penetrou em mim eu fiquei feliz”, “quero cavalgar contigo” etc.

-Não quero ser radical e dizer que há problemas em utilizar estas expressões. Porém devemos refletir o que temos cantado em nossas igrejas. Muitos cantam e compõem canções enfatizando essas expressões, muita vezes sem saber o significado e sem nenhum propósito, fazem isso apenas por ser uma expressão do “momento”, ou para dar ideia de “intimidade” com Deus, tornando-se infelizes nas colocações das palavras, até mesmo com duplo sentido. Cuidado, intimidade sem reverência vira desrespeito!

-É verdade que Deus nos convida para sermos seus amigos, mas cabe a nós dar a glória devida ao Seu nome! Ele é nosso amigo, mas é nosso deus! Não devemos tratar Deus como nosso “coleguinha de escola”. Cuidado para que, em nome da “intimidade”, você não perca o respeito e temor a Deus. (Exemplo: A visão de Isaías no cap.6 –“Ai de mim…”).


30 ERROS QUE UM MINISTÉRIO DE LOUVOR NÃO DEVE COMETER (PARTE 3)

Chegamos a metade dos tópicos…

11-CONTAR HISTÓRIAS OU PIADAS FORA DE HORA

-Algumas histórias ou piadas, nunca deveriam ser contadas no púlpito da igreja. Não vulgarize o púlpito. Muitos querendo ser descontraídos acabam se tornando desagradáveis, fazendo colocações em momentos inapropriados, e por vezes dizem coisas com duplo sentido.

-Púlpito é lugar de profecia e não palco para piadas. Fomos chamados para ser profetas e não humoristas.

12-MINISTRAR O TEMPO TODO COM OS OLHOS FECHADOS OU OLHAR SÓ PARA UMA DIREÇÃO

-É importante olhar para as pessoas. Os olhos têm um poder impressionante de captar e transmitir mensagens não verbais.

-É importante transmitir amor, alegria e paz através do nosso olhar.Através de um olhar podemos abençoar as pessoas. Os que fecham os olhos ao minstrar, nunca vão saber avaliar seus ouvintes, lendo suas expressões faciais.

-Para alcançar a atenção de todos, é necessário olhar em todas as direções. Olhar só para uma direção pode transparecer que as pessoas não são importantes, ou que não precisam participar daquele momento de ministração.

-Estamos diante de Deus, mas também estamos diante do público. Estamos ministrando a Deus, mas também sendo instrumentos para abençoar a congregação.

13-EXAGERAR NOS IMPROVISOS

-A disciplina e a maturidade musical é algo que todo músico deve buscar. Precisamos entender que pausa também é música.

-Acompanhar um cântico antes de tudo, é uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os instrumentistas e cantores querem mostrar sua técnica na hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Economize informções musicais!

-Instrumental: procure tocar o que o arranjo está pedindo, sem se exceder. Todo músico deve aprender  a se “mixar” no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.

-Vocal: procure cantar a melodia, fazendo abertura de vozes e improvisando apenas em momentos específicos, criando assim, expectativa. Muitas vezes a congregação não consegue aprender a melodia da música por causa do excesso de improviso dos dirigentes e cantores.

-Avalie o que está tocando e entenda que o trabalho é em equipe, e não apresentação de seu CD solo.

-Procure gravar as ministrações, para que seja feita uma avaliação e as correções necessárias.

-Tocar e cantar de forma madura e eficiente requer disciplina, auto-análise e constante aprendizado.

14-NÃO TER EXPRESSÃO DURANTE A MINISTRAÇÃO DOS CÂNTICOS

-Não seja um “alienígena” em cima do púlpito. Participe de todos os momentos!

-A entonação da voz também é importante. Não combina, por exemplo, falar sobre alegria com uma entonação e um semblante triste e mellancólico. Você pode contagiar o público através da sua expressão e entonação de voz.

15-COMUNICAÇÃO INADEQUADA AO TIPO DE PÚBLICO

-Ser sensível ao tipo de público que estamos ministrando e utilizar uma linguagem adequada. A dinâmica de um culto congregacional é diferente, por exemplo, de uma reunião de jovens, ou crianças, ou evangelismo etc. Não trate um público maduro, por exemplo, utilizando uma linguagem de criança e vice-versa.

-Cuidado com erros de português, vícios de palavra e gírias. Não precisa ser formal, seja natural, sempre observando o público que você está ministrando.


30 ERROS QUE UM MINISTÉRIO DE LOUVOR NÃO DEVE COMETER (PARTE 2)

Dando continuidade ao artigo…

6-UTILIZAR O PÚLPITO PARA DESABAFAR

-Uma mente cansada não produz com qualidade e o estresse pode levar a pessoa a falar o certo, mas, no lugar errado. Púlpito não é lugar para desabafos, é lugar para profecia!

-Tratemos a igreja do Senhor de forma respeitosa (I Pe 5:2-4).

7-GRITARIA

– Não confunda “gritaria” com unção, autoridade e poder. Muitos por não terem o equilíbrio e sensibilidade, tornam-se ministros irritantes, exagerados e em alguns casos, quase insuportáveis.

– Quem fala deve respeitar a sensibilidade e boa vontade dos que ouvem (ICo 14:40).

– Não é gritando que se alcança o coração das pessoas, mas sim, com unção, habilidade na comunicação e criatividade.

– Há ministros que cantam e falam tão alto e agressivamente, que deixam a impressão de que estão irados com o público. Quem sabe usar de forma inteligente sua voz e os equipamento de som disponíveis, com certeza alcançara grandes resultados.

8-EXPOR OS MÚSICOS, DIRIGENTES OU TÉCNICOS DURANTE A MINISTRAÇÃO

-Por vezes, alguns cometem erros durante a ministração, logo os outros músicos percebem e começam a rir, ou surgem olhares de reprovação, expondo diante de todos, aquele que errou.

-Devemos ser discretos, e quando errarmos, encararmos com naturalidade, sem expor nossos companheiros, porque apesar de estar na frente da congregação, estamos diante do Senhor, ministrando à Ele, e Ele sabe como e quem somos.

-Muitos estão magoados e chateados por terem sido expostos na frente dos outros. tenhamos uma atitude de amor e respeito uns para com os outros.

9-TOCAR, CANTAR OU DANÇAR COM OUTROS MINISTROS SEM SER CONVIDADO

-Se algum ministro de outra congregação for convidado para ministrar em sua igreja, não suba no púlpito para ministrar sem ter sido chamado e convidado. Isto é falta de educação. Não seja mal educado!

-Muitos, por falta de educação e sensibilidade acabam atrapalhando a ministração daqueles ministros que foram convidados no culto.

10-USAR MUITAS ILUSTRAÇÕES E DINÂMICAS DURANTE A MINISTRAÇÃO

-Muitos querem “pregar” durante o louvor. O exagero de histórias, testemunhos, dinâmicas e ilustrações durante os cânticos, comprometem a essência e o propósito da ministração.Ministre cantando! Flua!

-Cuidado com manipulações! Não devemos tratar o público como”macacos de auditório”. Não peça para o público repetir frases feitas o tempo todo, gestos o tempo todo, além de se tornar algo cansativo, o ministro pode cair no ridículo diante do público.

-Evite deixar “brancos” entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais etc.


30 ERROS QUE UM MINISTÉRIO DE LOUVOR NÃO DEVE COMETER (PARTE 1)

Durante o mês de fevereiro e março publicaremos um artigo muito interessante escrito pelo ministro de louvor Ronaldo Bezerra, que visa auxiliar aqueles que fazem parte de um ministério de louvor, seja cantando, tocando, dançando ou atuando como técnicos de som. Serão publicados aqui 5 tópicos por semana.

Espero que vocês gostem, que possam refletir e aplicar esse artigo, e que Deus fale aos seus corações.

Então lá vão os 5 primeiros.

1-NÃO SE PREPARAR MUSICALMENTE E ESPIRITUALMENTE PARA A MINISTRÇÃO

-Devemos nos apresentar como obreiros aprovados (II Tm 2:15).

a)Aspecto espiritual

-É necessário oração e leitura bíblica diariamnete. A base de todo ministério é a oração e meditação. O que se pode esperar de alguém que não medita e não ora? A W.Tozer disse: “Nunca ouça um homem que não ouve a Deus”.

-Um ministro que não ora e não medita, deixa de ser um homem de Deus para ser um profissional do púlpito.

-Se desejamos ter um ministério mais ungido precisamos entender que o endereço da unção está no altar.

b) Aspecto musical

-É preciso realizar ensaios para que haja entrosamento.

-Tenha uma lista definida dos cânticos; quando forem novos, providencie cifras.

-É necessário concentração total durante os ensaios, evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas.

-Estar atento às orientações, arranjos, rítmica, andamento, métricas etc.

-Estude música. Muitas vezes a congregação “suporta” em amor a falta de técnica e afinação mínima dos que tocam e cantam.

2-NUNCA PREPARA A MINISTRAÇÃO

-Devemos ter habilidade para improvisar, porém, isso não deve ser a regra.

-Quando o ministro não faz a “lição de casa” acaba ficando fácil perceber, não há sequência coerente nos cânticos, há erros nos acordes e na sequência da música cantada, não há expressão, há insegurança etc.

-Os que ministram de improviso, demonstram não levar a sério o lugar que ocupam na obra de Deus (Jr 48:10). O Espírito Santo não tem compromisso com ociosos, preguiçosos e displicentes.

-Já avaliamos o preço que muitos pagam para estar no culto para participarem da adoração a Deus? Façamos o melhor para o Senhor!

3-ATRASAR NOS COMPROMISSOS SEM DAR SATISFAÇÃO

-O músico maduro tem conheciemnto das suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Portanto, seja responsável e chegue nos horário marcados! Se houver problemas ou dificuldades, comunique-se com sua liderança.

-Quando não damos satisfação sobre nosso atraso estamos agindo com irresposabilidade, e em outras palavras, estamos dizendo “isso não é importante pra mim!”.

4-NÃO ACEITAR AS CRÍTICAS

-Quem não aceita críticas, acaba caindo na mediocridade e se torna um ministro sempre nivelado por baixo. As críticas servem para não deixar que caiamos no conformismo e paremos de crescer.

-Devemos receber as críticas com um espírito humilde e disposto a aprender. Quem não é ensinável e não gosta de ser contrariado, não pode atuar em nenhum ministério na igreja.

5-COMEÇAR A MINISTRAÇÃO SEM INTRODUÇÃO E FALAR SOBRE VERDADES SEM NENHUMA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR

-Não seja “juiz” das pessoas.

-Mostre a graça de Deus e o amor.

-Não seja grosseiro e indelicado.

-Seja amável e educado. A introdução pode determinar o sucesso de toda a ministração. Esse primeiro contato é “chave” para uma ministração abençoada e abençoadora.

-Uma boa introdução cativa a atenção das pessoas, desarma as mentes e prepara o caminho para compreensão e recepção da ministração.

-Uma boa ministração precisa ter um começo, meio e fim.

-Não seja muito prolixo e cansativo na introdução. Deve ser o suficiente para abrir a porta das mentes a fim de que as pessoas recebam aquilo que Deus tem reservado para cada uma delas.